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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sim, Existe Amor em São Paulo!

Milhares de pessoas ocupam a Praça Roosevelt:
Existe Amor em São Paulo
Foto:AvenerPrado/Folhapess

Gaby tremendo tudo!
Foto: Avener Prado
Folhapress

Um ato pelo amor, pelo “é proíbo proibir” da tropicália. Um ato contra o proibicionismo e o conservadorismo em que São Paulo, a cidade mais moderna e importante do país, está mergulhada há anos. Proibiram a sopa, as feiras livres, o ovo mole nas, tão tradicionais “padocas” de Sampa, nada pode é tudo proibido: São Paulo, a cidade do proibido.

É como se a população estivesse receando o momento em que proibiriam o AMOR! Na terra do proibido, este dia não tardaria...Existe Amor em São Paulo, ato apartidário, reuniu, mais uma vez, milhares de pessoas na recém reinaugurada Praça Roosevelt, Região Central de São Paulo neste Domingo, 21. O evento juntou dezenas de tribos, teve de tudo pra todo gosto. Gaby Amarantos, Emicida, Crioulo, Karina Burh e Tiago Pethit, foram alguns dos artistas que embalaram o ato, além de artistas populares, dj’s e grupos de teatro com performances muito interessantes.

É a segunda vez que a Praça Roosevelt transforma-se em palco desse tipo de manifestação popular, um protesto, pacífico, contra os desmandos e exageros de uma administração arbitrária, cuja política higienista, há muito ultrapassou os limites do suportável. O primeiro ato, “ Amor Sim, Russomanno Não”, realizado no dia 5 de Outubro, protestava contra o então candidato à prefeitura de São Paulo, que no entendimento dos organizadores, era uma ameaça a todas as formas de amor. A candidatura de Celso Russomanno foi bancada pelo Bispo da Igreja Universal, Edir Macedo, que como todos sabem, prega a homofobia.

Apesar da tentativa da prefeitura de proibir o ato, colocando a Guarda Civil Metropolitana (GCM) em ação, apreendendo os equipamentos de som e ameaçando os organizadores e populares presentes, a segunda edição do ato de protesto foi um sucesso absoluto. Com a praça lotada de crianças, jovens, adultos e idosos, brancos, pretos, pobres e ricos, evangélico, católicos, espíritas, afro religiosos, judeus e mulçumanos, todos juntos, dizendo sim, Existe Amor Em São Paulo!

A organização do evento pretende fazer mais uma edição no próximo dia 26 de Outubro, dessa vez com o tema “Faça Amor, Não Faça Serra” contra a permanência da mesmice, do conservadorismo, dos abusos e proibicionismo em São Paulo. Portanto, Faça Amor, Não Faça Serra!!!


 
 
Grupo Faz performance cor de rosa
Fotos: Aliene Ribeiro

domingo, 14 de outubro de 2012

Éeeeguaaa Muleque, a Naza é tudo!!!




Há algum tempo tento explicar aos curiosos o que é o Círio de Nossa Senhora de Nazaré. Falo das procissões, de como a Naza anda que só essa época...ela vai de carro, volta de barco, ai pega a moto...a noite, ela vai de pés até a Catedral da Sé, quando chega o Domingo, ela volta, finalmente, pra sua morada...ai ela vem arrasando, em sua Berlinda, linda! Toda enfeitada, cheirosa, soberana, acompanhada por milhões de pessoas de todos os credos, de todas as cores, de todas as raças...
Tento explicar o cheiro que Belém exala nessa época! Como a Mangueirosa fica inteirinha cheirando a maniçoba, em cada canto, seja na periferia, seja na Avenida Nazaré, a essência da Nazica é Maniçoba...falo do Arrastão do Pavulagem, da Feira do Miriti, do Alto do Cirio, de como a homenagem dos artistas de Belém pra nossa Nazinha se tornou o maior espetáculo a céu aberto, com mais de 700 artistas nas ruas da Cidade Velha...
Falo da Festa da Chiquita, que começa quando a Nazarezinha passa pelo Bar do Parque, á noite, com os Borboletas do Mar, tocando pau e corda, que tem a entrega do veado de ouro, para as perssonalidades que mais se destacaram durante o ano, e que só termina quando a Nazinha tá voltando, já no Cirio...
Falo da chuva, que nessa época do ano é de papel...do rio de gente que se vê do alto dos prédios...de tantas homenagens que fazem pra Ela...músicas, hinos, mantos...tento explicar a emoção de puxar a corda da Naza...a emoção e comoção que a Nazinha causa, mesmo via satélite, do outro lado do país, do estado, do mundo!!!!!
Égua muleque, a Naza é tudo!!!! Um Feliz Círio a todo povo da floresta!

                                                    A chuva, nessa época é de papel....

                                          O grande rio de gente....

                                          E como é linda, a Santa em sua Berlinda!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Das coisas que vi...Corpos Presentes...

Corpos, vários corpos, muitos corpos dependurados de ponta cabeça. Alguns parecem ter se atirado há pouco lá do alto. Outros parecem com medo, acuados, encolhidos no chão. Outros, muito despretensiosamente, deixados no espaço, como que por acaso. Alguns parecem falar com quem passa, outros estão mudos, mas todos falam. Alguns, no alto dos prédios, parecem prontos ao suicídio, outros, simplesmente, a um voo de liberdade.

As esculturas em ferro fundido e fibra de vidro, moldadas no corpo do autor, o artista britânico Antony Gormley, integram a mostra Corpos Presentes (Still Beings) exposta no Centro Cultural Banco do Brasil (SP) e a instalação Horizonte de Eventos (Event Horizon ), exposta no Vale do Anhangabaú e região central de São Paulo. Os homens nus, do alto dos prédios imóveis, observam, silenciosamente, a velocidade da cidade, dialogando com o espaço. Dentro do CCBB os corpos pendurados ou largados ao chão, expressão toda sua força e intensidade da matéria.
A exposição de Gormley esteve em cartaz de 16 de Maio a 15 de Julho em São Paulo e segue agora para o Rio de Janeiro e Brasília. Uma experiência impar, interessante, que vale a pena ser vivida, sentida...
Fotos: Aliene Ribeiro
Fotos: Divulgação


















Fotos: Aliene Ribeiro

Fotos: Aliene Ribeiro


Fotos: Divulagação

terça-feira, 5 de junho de 2012

"Que a terra lhe seja leve" grande revolucionária!

Hoje é um dia especialmente triste...ela fez a passagem! A mulher mais revolucionária que conheci na vida. Sempre á frente do seu tempo, lutando contra as injustiças e desigualdades do mundo. Pertenceu a União Subversiva do Pará em plena ditadura militar. Lavadeira que era, carregava em suas trouxas de roupa mensagens secretas de um “aparelho” a outro sem que os “milicos” percebessem nada, atravessava a cidade inteira com um chapelão de palha e sua trouxa na cabeça e fazia a comunicação entre os camaradas da Suberva com maestria e muita, muita esperteza. Nas mensagens trocadas, os camaradas combinavam ações, ataques, panfletagens, estratégias para subverter a ordem! E a ordem era lutar, morrer se preciso fosse para garantir direitos básicos como o pensar, o se expressar. Coisas como ler um livro sem ser preso, torturado e morto por um sistema vil e doentio. Direitos que hoje nós temos, graças, em partes, a essa mulher.

Ela fundou o primeiro sindicato de domésticas do Pará, porque ela também fora doméstica e sofrera com as explorações e abusos dos patrões sedentos por prazer e das patroas sempre muito mal humoradas e grosseiras, que tratavam as domésticas como bichos. De certa forma, ela foi uma das centenas de guerrilheiras da Guerrilha do Araguaia. Na ocasião ela abrigou mais de uma dúzia de meninos e meninas em sua casa no Guamá, periferia de Belém. Quando foram chamados os camaradas de Belém para se apresentarem no front, os que tinham filhos pequenos, que não contavam com o apoio da família, e muitos não contavam, inclusive nossa heroína. Eles procuravam os companheiros do movimento para deixar seus filhos em segurança e muitos não voltaram, nunca! E essa mulher criou, como seus filhos, os órfãos da Guerrilha do Araguaia.
















Seu filho mais velho, José, era Funcionário Público Federal, não que ele pertencesse ao sistema, mas era pai de família e precisava trabalhar. Com muito medo de que sua mãe fosse pega pelos “milicos” ele tentou tirá-la de circulação por duas ou três vezes, mandando-a para o interior, ou qualquer lugar seguro, mas ela se recusara. Teve voz de prisão decretada por três vezes, mas esperta como ela só, nunca conseguiram colocar as mãos nela.

Essa mulher foi tão inacreditavelmente fascinante que, fez da sua dor de perder um filho, uma solução para um camarada que estava prestes a ser preso, torturado e morto pelo DOPS. Ao perder seu filho mais novo,  João, ela trocou os documentos dele pelos do camarada em apuros, e enterrou seu próprio filho, fingindo uma não dor, com outra identidade, liberando assim, o camarada em apuros para fugir do país. Hoje, seu “filho” vive na Rússia. E mesmo depois de uma certa idade, ela continuou lutando. Em seu auto-exílio, como ela tratava sua mudança para Marudá, distrito de Marapanim, na Zona do Salgado, Nordeste paraense, me confessara certo dia, dentro de sua “cela”, como ela chamava seu quarto, que só aos oitenta anos ela havia conhecido o orgasmo!

Contou-me que seu marido serviu-se dela anos a fio, que orgasmo não era coisa de mulher direita e sim de mulher da vida, que naquela época era assim: havia um lençol com um único buraco na direção da genitália e que quando o marido chegava em casa, á noite, ela já estava pronta para satisfazer suas vontades e sem dar nenhum pio, porque se fizesse qualquer ruído era espancada e largada na rua da amargura com seus cinco filhos. Já viúva havia muitos anos, ela teve um homem, mais novo, que a fez, pela primeira vez na vida, saber o que era um orgasmo! E aquela altura de sua vida já havia caído por terra a “Estória da Carochinha” de que orgasmo era coisa de mulher da vida!




 
Em Marudá, era a pessoa mais querida do lugar, com sua corcunda protuberante, que só aumentava com a idade, seus cabelos longos, lisos e totalmente brancos, que mais pareciam algodão, enrolados em um coque alto, seu bermudão, camiseta e chinela de dedo, com seus passos firmes ela descia em direção a praia. No caminho eram tantas as paradas, todos, nativos ou veranistas, faziam questão de tê-la, ainda que por cinco minutos, a contar seus “causos” ou experiências de vida. Havia uma senhora, Dona Nazaré, que tinha uma casa que estava sempre cheia de jovens em época de férias ou feriados prolongados que, ali a parada era mais longa, cerca de uma ou duas horas, pois as pessoas faziam questão de sua companhia. Era incrível. E os jovens tocavam violão e ela cantava e tomava sua cervejinha e contava a história das músicas. Como é possível uma pessoa que, só tinha a quarta série primária saber tanto, e sobre tudo?

Ela encantava a todos por onde passava. Continuando seu passeio ela fazia mais uma dúzia de paradas e chegava ao carimbó e lá era rainha, cantava, dançava e mais uma vez encantava a todos. Ah Dona Lóca, a senhora vai deixar saudades...


Seu nome? Lourença Duarte da Silva Ribeiro. Este ela recebera no batismo, mas todos a chamavam de Lóca, ou Dona Lóca ou tia Ló. Seu nome de “guerra”, de subversiva era Eleonora, a Nôra. Pra mim simplesmente, Vovó Lóca ou Veinha, a minha Veinha, com quem aprendi a lutar mesmo quando a causa parece perdida. Com quem aprendi que meus direitos terminam onde começa o direito do outro e que respeito é fundamental. Com quem fui muito, mais muito feliz e de quem vou sentir muita falta! E é também a mulher que levarei comigo sempre, como um exemplo de luta, de inteligência, de amor, de vida! Vai em paz Veinha! “Que a terra lhe seja leve”...



"Nunca deixe que te tirem a felicidade, seja sempre feliz. O sorriso faz milagres"(Vovó Lóca)
 

NOTA DA AUTORA: Por questões de segurança da família, muito embora se viva hoje em uma democracia, os personagens desta história receberam nomes fictícios, a exceção da nossa heroína, Vovó Lóca.





quarta-feira, 23 de maio de 2012

"Da janela lateral do quarto de dormir"

Pessoas, muito embora eu não tenha a menor pretensão de me tornar uma fotógrafa profissional, em minhas andanças por São Paulo, onde estou pousando agora, tenho captado umas imagens bem interessantes. Gosto muito de fotografia e sou daquelas que acredita que todo mundo tem sensibilidades e eu creio que tenho, é pura intuição, acreditem! Por isso, resolvi dividir com vocês essa aventura.
E pra começar, São Paulo tem dessas coisas... Em pleno outono, um frio lascado (12ºC) e um belo pôr do sol “Da janela lateral do quarto de dormir”!

terça-feira, 15 de maio de 2012

UTILIDADE PÚBLICA


ALERTA: cuidado com o ROBERTO TAVARES PESSOA



Caros leitores e leitoras, muito cuidado com essa pessoa. Encontrei várias denuncias na internet e quase sempre é o mesmo golpe, muda uma coisinha ou outra.

Ontem, 14 de Maio de 2012, recebi um SMS que dizia: “Urgente! Você está entre os 12 escolhidos e ganhou 75.000,00 setenta e cinco mim reais na recarga fenomenal + inf. Ligue agora: 0418597427041 senha(149985)”.

Ignorei a mensagem é claro, mas em seguida chegou outra, igual. Uns dez minutos depois recebi uma ligação do mesmo número que mandou os SMS’s. Um homem com sotaque nordestino bem forte disse-me o seguinte: Parabéns, a senhora acaba de ganhar 75 mil reais na recarga fenomenal e perguntou o meu nome. Eu disse meu nome e já sabendo que se tratava de um golpe, continuei a conversa pra ver até onde ia a cara de pau do elemento.

O sujeito se identificou e repetidamente pedia para que eu anotasse seus dados: nome (Roberto Tavares Pessoas), cargo (Gerente Geral do setor 8 de premiações e torpedos premiados da Rede Globo), o número do crachá (304/04), número de protocolo do atendimento (201201210566/7) e eu anotando tudo e já incomodada com a insistência do camarada para que eu anotasse e repetisse tudo o que eu havia anotado pra ele. Depois de toda anotação, ele me perguntou qual meu Estado, ao que respondi São Paulo, e ele disparou: “opa, então temos uma feliz ganhadora de São Paulo”. Então me pediu que anotasse os bancos conveniados da promoção para que eu pudesse escolher um para receber meu prêmio e passou-me a lista: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica, Itaú e casas lotéricas, ao final, perguntou-me em qual dos bancos eu gostaria de receber, respondi e ele perguntou em quanto tempo eu chegava a agência mais próxima e mais uma vez disparou: “a senhora está com cartão e as senhas em mãos? Mas não se preocupe que esses dados não serão solicitados por questões de segurança.”

Eu, querendo ganhar tempo, disse ao sujeito que precisava me arrumar para ir ao banco, que ficava em frente de casa. Ele então, disse que ficaria na linha aguardando até que eu estivesse pronta e que eu podia avisá-lo quando terminasse. Em meio a todo esse trololó, eu já tinha pesquisado o nome dele e já havia encontrado várias situações parecidas, relatos de pessoas que caíram no golpe do infeliz de vários lugares do país. Nesse ínterim, a ligação caiu umas duas ou três vezes e ele ligava novamente, até que eu cansei e disse ao camarada que já tinha acionado a polícia, e ele, mais do que depressa, desligou o telefone.

Agora eu me pergunto: o cara aplica esses golpes há anos, sim porque as ocorrências que encontrei na internet tem as mais variadas datas e lugares, usa o nome da Rede Globo e fica por isso, ninguém consegue por as mãos no infeliz! O dona, Globo tome uma atitude, tem gente roubando os outros em seu nome. De resto, fica a dica: cuidado com o ROBERTO TAVARES PESSOAS. Passem essa informação adiante, previna as pessoas que você conhece para que não caiam na lábia desse sujeito. Muita gente já caiu!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ENTÃO DONA GLOBO!


Recebi esse texto ainda há pouco, via facebook do querido amigo, poeta, AlcyrGuimarães. Me foi passado por sua esposa, Ciane. Permissão solicita e devidamente concedida, segue, na íntegra, uma elegante e poética carta á toda poderosa “Rede [Bobo] Globo” que fala da indignação do nosso povo paraense com tanto preconceito, desrespeito e total desconhecimento de nossa cultura, de nossa gente.
ENTÃO DONA GLOBO!


Com a mais feliz certeza da senhora nem imaginar que existo, ainda sim me sinto fortalecido pela dor e difamação cultural que a Venus Platinada tenta impor a mim e aos meus. No fundo desquerida emissora, saiba que somos as verdades de nossas danças, lendas e artes e serás a mentira de trágicos intelectualóides Boninhos e Faustões, que te transformaram na maior das inverdades brasileira, mostrando um mundo que não existe, onde o silicone, o botox, a bunda farta e a riqueza das belíssimas domésticas são su-reais, falsas e intensamente programáveis em tua tela , como a zombar do singelo e do digno.Olhe! O Dama de alma pequena. Não idiotize um povo mormentemente quando ele for, generoso e de cultura forte e rica. Não invente uma novela sem nenhum charme que assaca e difama nossa mulher e, portanto nossa gente. Rico de nós que temos Waldemar Henrique e pobre de quem como tu só tem os tão pequenos Luans Santanas. Eu continuarei a ler Ruy Barata enquanto mostrarás as páginas parcas de criatividade da famigerada Izabel de Oliveira. Eu sempre dançarei o Siriá e o Carimbó e você insistirá com o desrespeitoso e quase pornô Big Brother Brasil. Sou uma gente que possui os anjos do Círio de Nazaré e serás responsável pelas futuras "Plocks" espelhadas na tua malhação onde proteges quem banaliza o corpo e as intimidades. Me respeite desalmada Rede Globo , até porque sou paraense e carrego sim meu lado brega como um jeito feliz , mas nunca este que insistes em danificar difamando um povo.Que pena de teres apenas Xuxas , Chayenes , Angélicas e vaidosos Jôs Soares. Te rogo que nos deixe com os sorrisos plenos das nossas caboclas morenas e afaste teus cálices de mim.No finalmente de ti nenhuma raiva ! E sim uma intensa alegria de me saber num pais que se chama Pará e você se suicida ou se auto-destrói numa mentira maior chamada Projac , tão alucinante como a Cocaína que és ou uma perversidade que fabricas , mesmo que ela seja a partir na falta do total respeito com um povo e uma cultura sólida e muitamente nossa. De ti Dona Globo apenas duas coisas: distancia e distancia. (AG)